Método
Rolfing®
Esse texto tem por objetivo apresentar o método
Rolfing® de integração estrutural
QUEM SOMOS NÓS, OS
ROLFISTAS?
Somos um grupo formado pelo Rolf Institute,
Colorado e pelo ABR, São Paulo, que entendemos a fáscia como um dos
órgãos de sustentação dos
mamíferos. A fáscia, por suas características,
envolve e dá forma aos músculos, conectando-os
aos ossos e ajudando a posicioná-los.
É através da manipulação
das fáscias que pretendemos melhorar a relação
do homem com o seu campo gravitacional.
Nós estudamos a composição, fisiologia, anatomia e inervação do tecido conectivo, mais especificamente a fáscia.
Documentamos as mudanças estruturais dos nossos
clientes através de fotos e testes de movimento.
O QUE SABEMOS SOBRE A MODIFICAÇÃO
DA COMPOSIÇÃO DAS FÁSCIAS?
Idade e maturação:
-
Após
os 20 anos o número e quantidade de cross-links entre as fibras de colágeno aumentam, resultando
num endurecimento de tendões e ligamentos e gradual
declínio das propriedades viscoelásticas.
-
Maior depósito de cálcio é feito
no tecido conjuntivo mole com o passar dos anos.
Mobilização, imobilidade e processo inflamatório:
1 -
Quando ligamentos, fáscias e tendões são
submetidos a pesos e uso excessivo, micro-fraturas começam
a ocorrer antes que sejam detectados desalinhamentos
articulares ou dor. Estas pequenas lesões podem
se estender aos vasos, ligamentos e cápsulas
articulares à sua volta causando pequenas inflamações
com síntese de novas fibras colágenas
e suas cross-links.
2 - Ligamentos e tendões, assim como os ossos, ficam
fortes ou fracos de acordo com a pressão a que
são submetidos.O treino aumenta a força, a largura de ligamentos e tendões, aumentando
também o diâmetro das fibras de colágeno.
O processo de imobilização produz fibras
imaturas de colágeno com decréscimo de
cross-links entre elas.
3 - Todas as vezes que ocorre um processo inflamatório,
os fibroblastos presentes no tecido conjuntivo vão
aumentar a sua síntese de fibras de colágeno.
Estas moléculas se ligam umas às outras
através de cross-links. Estas cross-linkagens de difícil desnaturação fazem uma
colagem dos tecidos fásciais à sua volta,
grudando uma fáscia muscular à outra,
ou as estruturas peri-articulares à sua volta.
4 - Quando determinada cadeia muscular, grupo ou unidade
músculo tendínea passa por período
de contração constante, também
a fáscia ao seu redor vai tomar o formato da
unidade encurtada.
Gravidade -
Quando há um desalinhamento em relação
à linha gravitacional, o segmento que está
fora do prumo exigirá mais força muscular
para sua sustentação. A fáscia
do músculo envolvida com esta sustentação
vai se espessar, agregando fibras para manutenção
da contração com menor dispêndio
de energia.
Circulação dos fluidos - Fáscias
que apertam os músculos hipertrofiados também
dificultam a circulação sanguínea
nos mesmos, já que os vasos que as irrigam passam
por este invólucro.
O QUE NÓS FAZEMOS?
Sou treinada para:
· Saber como e onde as fáscias
se conectam.
· Observar onde, no corpo, se
encontram as maiores restrições fasciais
e de movimento.
· Reconhecer que tipo de força
fazer, em que direção e durante quanto
tempo para que o tecido seja liberado sem que ocorram
lesões e rupturas indesejáveis, causando
novos processos inflamatórios.
· Melhorar a postura e o movimento
aliviando as dores.
· Reeducar o movimento diário.
COMO ATUA O ROLFING?
1. Rolfando e soltando o tecido conjuntivo
fibrosado por uma lesão e as fáscias associadas
que estiverem comprometidas.
2. Fazendo uma série de sessões
que abarca o corpo todo.
Porque acreditamos que o tecido fascial
funciona como um oceano interno contínuo interligado
e que um local colado ou lesionado pode alterar o movimento
de outro segmento, nós trabalhamos sempre depois
de uma avaliação. Nela estabelecemos o
nº de sessões, a tática e a estratégia
que serão utilizados.
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